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ENXERTO GENGIVAL

enxerto gengival

As técnicas mais utilizadas de enxerto de gengiva são:

Enxerto de gengiva de tecido conjuntivo: A técnica mais utilizada para criar um aumento de volume gengival e tratar a exposição da raiz. A região mais indicada como doadora do enxerto de gengiva é do céu da boca, o palato. Uma vez removido o tecido conjuntivo (que fica abaixo do tecido do céu da boca), ele é posicionado e estabilizado através de pontos de sutura sobre a área exposta da raiz. Depois de realizado o enxerto de gengiva, a camada superficial de gengiva do palato é reposicionada e suturada, permitindo o fechamento total da ferida.

Enxerto gengival livre: semelhante a um enxerto de gengiva de tecido conjuntivo, o enxerto gengival livre também tem como área doadora a região do palato. No entanto,  há a utilização da camada mais superficial de gengiva para o recobrimento radicular (pois é um tecido mais grosso queratinizado). Essa técnica de enxerto de gengiva é mais indicada nos casos de recobrimento da raiz, sem ganho de volume gengival.

Enxerto de gengiva pediculado: esse procedimento de enxerto de gengiva é mais indicado para pequenos recobrimentos, pois o tecido que recobre a raiz vem da gengiva do dente vizinho. Pequenas incisões são feitas na parte mais superficial e epitelial da gengiva, próxima à área a ser recoberta, e, então, é realizado um movimento de rotação e deslocamento do tecido, recobrindo a exposição da raiz, completando assim o enxerto de gengiva.

Indicações vão além dos procedimentos estéticos.

As indicações para uso de enxertos de gengivas vão muito além dos procedimentos para recobrir raízes expostas. Seja para reconstruir a arquitetura gengival em áreas com dentes ausentes ou para aumentar o volume gengival em regiões em contato com próteses dentarias fixas, a técnica com enxerto gengival surpreende pelos resultados e múltiplas utilidades. Conheça as principais indicações para a técnica:

  • ✓ recobrir raízes dentárias expostas por retração gengival;
  • ✓ corrigir gengivas acinzentadas próximas a próteses dentárias e implantes;
  • ✓ prevenir a recessão tecidual em indivíduos com biotipo gengival fino;
  • ✓ aumentar o volume das gengivas para fins estéticos na região anterior;
  • ✓ melhorar o resultado estético e funcional com próteses dentárias fixas.

TEMPO DE RECUPERAÇÃO E CICATRIZAÇÃO

Desconforto pós-operatório nas áreas doadoras, gengivais ou tecido conjuntivo são frequentes – a região receptora raramente é associada a dor neste período.

A suspensão de atividades profissionais e sociais pode ser solicitado por até 7 dias, dependendo da extensão, local e tipo de enxerto gengival utilizado.

O tempo de cicatrização dá-se em duas fases diferentes. Nos 21 primeiros dias, as alterações inflamatórias locais já são imperceptíveis e a partir 45 dias passados da cirurgia gengival já não há mais evidência de processos cirúrgicos realizados.

Existe uma espera de até 120 dias para iniciar tratamentos combinados com as lentes de contato dental e facetas dentárias laminadas, procedimentos que exigem maturação tecidual e estrutural definitivos.

O sucesso do tratamento varia de paciente para paciente devido à diferença tecidual gengival de cada um (FINO ou ESPESSO).

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